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Saúde digital: o desafio não é a tecnologia, é a inclusão

A inovação já faz parte da rotina de hospitais e consultórios, mas garantir que todos consigam utilizá-la continua sendo um desafio

Saúde digital: o desafio não é a tecnologia, é a inclusão

Tema muito relevante a discutirmos é a inclusão das tecnologias na área da saúde, nas redes pública e privada. Já foi o tempo em que os prontuários eram todos feitos de forma manual, e as receitas eram via papel. Nós passamos por um processo de digitalização das informações, de uns 30 anos para cá, e toda e qualquer informação hoje em dia de um paciente pode estar disponível por formas digitais.

Quem já não passou por uma teleconsulta, em que você espera numa fila eletrônica; é atendido por um funcionário ou técnico que faz uma triagem, e depois é direcionado para um clínico geral ou especialista?

Além disso, o paciente ainda se encontra no conforto da sua casa ou trabalho, podendo inclusive se sentir mais confortável para compartilhar as características de sua enfermidade.

Não é somente o paciente que estaria em casa, o próprio médico pode realizar as consultas em seu consultório particular ou mesmo de sua casa ou local de interesse, dependendo das regras estabelecidas pelo plano de saúde ou hospital em que esteja vinculado.

 Finalizada a consulta, o paciente recebe a receita e o atestado médico digitalmente pelo smartphone, muitas vezes por aplicativo de comunicação como WhatsApp, através de um arquivo no formato PDF, que pode ser visualizado pelo próprio celular, ou também poderia ser impresso, caso seja de interesse do paciente.

Podemos ir muito além nesta discussão, citando os trabalhos de WHO (2021) e Topol (2019):

  • Prontuários eletrônicos;
  • Inteligência artificial auxiliando médicos na análise de exames por imagem;
  • Relógios e pulseiras inteligentes que monitoram batimentos cardíacos e sono;
  • Robôs que auxiliam em cirurgias de alta precisão;
  • Aplicativos que lembram o horário de tomar medicamentos;
  • Chatbots que fazem a triagem inicial de sintomas;
  • Sensores que monitoram pacientes internados em tempo real;
  • Impressão 3D de próteses e modelos anatômicos personalizados;
  • Algoritmos que ajudam a prever riscos de doenças;
  • Ambulâncias conectadas que enviam dados do paciente ao hospital antes da chegada.

Em sentido oposto, podemos destacar aqueles que se sentem excluídos devido ao avanço da tecnologia. Por exemplo, se não tivermos acesso ao GOV hoje em dia, não conseguimos acessar mais da metade das plataformas governamentais.

Se não tivermos um smartphone de última tecnologia, também podemos ser considerados excluídos. Podemos excluir nessa classe os idosos, aqueles com condições sociais não aderentes à realidade da tecnologia atual.

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